Wednesday, August 21, 2019
mais uma vez
eu tento gritar ao chamar você, mas eu sufoco no som familiar do seu nome, e eu fico parada aqui, presa e obrigada a assistir você ir embora, te ver tomar o caminho que no dia que segurou minha mão pela primeira vez, prometeu que nunca tomaria. É ver você ir embora sob uma brisa suave, sem que eu possa impedir, ou ao menos tentar. É ver de novo, a partida de uma parte de mim, escorrendo entre meus dedos em uma tentativa desesperada de tentar te fazer ficar, como quem segura água com as mãos morrendo de sede, e é obrigado a ver a mesma escorrendo pra longe.
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